INVESTIGAÇÃO CHP | Monsanto, a aldeia mais portuguesa de Portugal!
Hoje trouxemos mais uma investigação CHP! Também trouxemos mais uma aldeia aqui ao nosso espaço de investigação.
Trazemos a aldeia de Monsanto, conhecida como a Aldeia Mais Portuguesa de Portugal.
Não, não é o Monsanto de Lisboa, esta é uma aldeia em Castelo Branco!
Já a apresentámos na CHP, mas não falámos muito sobre ela. Hoje vamos ver isso tudo! Bora para o artigo!
Sobre Monsanto...
Monsanto possui um encanto singular.
Os dois títulos atribuídos mais recentemente foram, no século XX, o título de Aldeia Mais Portuguesa de Portugal, dado em 1938, e o título de Aldeia Histórica, atribuído em 1995.
É o ícone turístico da região e para os visitantes é uma experiência peculiar. Concederam-lhe foral vários reis, entre eles D. Afonso Henriques, D. Sancho I, D. Sancho II e D. Manuel . O local mais antigo da aldeia está localizado no ponto mais alto, onde se construiu uma cerca com uma torre de menagem, feita pelos Templários.
HISTÓRIA DE MONSANTO...
Monsanto está a nordeste de Idanha, na encosta de uma elevação - o cabeço de Monsanto.
No ponto mais alto, atinge 758 metros.
Monsanto é um local muito antigo, existem registos que dizem que a presença humana se encontra na zona desde o paleolítico. Vestígios arqueológicos mostram um castro lusitano e a ocupação romana no campo de S. Lourenço, no sopé da montanha. Também foram encontrados vestígios de Visigodos e Árabes.
D. Afonso Henriques conquistou Monsanto aos Mouros e mandou edificar o Castelo.
O primeiro Foral foi concedido pelo rei D. Afonso Henriques em 1174, mais tarde confirmado pelo rei D. Sancho I (em 1190) e por D. Afonso II (em 1217). D. Sancho I também foi responsável pela repovoação e pela reedificação da fortaleza, novamente reparada um século depois, pelos Templários. D. Dinis deu-lhe Carta de Feira em 1308, esta realizou-se na capela de S. Pedro de Vir-a-Corça. O Rei D. Manuel I concedeu-lhe Foral Novo (em 1510) e deu a Monsanto a categoria de vila. Em meados do séc. XVII, D. Luís de Haro, ministro de Filipe IV, tentou cercar Monsanto mas não obteve sucesso. Mais tarde, no início do século XVIII, o Duque de Berwick também tenta cercar Monsanto, mas o exército português, comandado pelo Marquês de Minas, derrotou-o nos.
Em 1758, Monsanto era sede do concelho, privilégio que manteve até 1853.
No século XIX, o imponente Castelo medieval de Monsanto foi parcialmente destruído pela explosão acidental do paiol de munições.
Ainda se pode observar a cintura de muralhas e torres de vigia, bem como as belíssimas ruínas da Capela de S. Miguel do séc. XII, e a Capela de Santa Maria.
A gloriosa resistência aos invasores (romanos ou árabes - ainda está por descobrir quem foram) comemora-se na Festa de Santa Cruz, deitando-se das muralhas do castelo simbólicos cântaros com flores, levando as mulheres ao cimo das torres as tradicionais bonecas de trapos.
A Capela de S. Pedro de Vir-à-Corça ou Ver-a-Corça, Imóvel de Interesse Público, está situada na base do monte nos arredores da povoação, entre os lugares de Eugénia e Carroqueiro, é um templo românico construído em granito, datando provavelmente do séc. XIII, em que se destaca uma rosácea. Em seu redor se realizava a feira autorizada porA Estação Arqueológica romana de São Lourenço, Imóvel de Interesse Público, situada na Freguesia de Monsanto, corresponde presumivelmente a uma vila romana que integra um complexo termal. São também conhecidos quatro túmulos romanos em granito. Perto do local das ruínas, vê-se também um troço de pavimento. D. Dinis em 1308.
